sábado, 26 de junho de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Podia ser um dia como outros tantos em que dias são eternos e imperfeitos.
Mas não! Hoje é um dia diferente, um dia de sonhos, um dia de desafios e lembranças que percorrem todo o meu corpo, criando ondas de choque e de dúvida.
Percorro todos os perigos que mais ninguém percebe, percorro o gélido mar do medo e da insignificância das coisas insignificantes, percorro com os estranhos os receios de sempre, onde o mundo parece ser insensível e onde eu quero ser diferente.
A folha que caiu nunca mais voltou a erguer-se, ficou serena e plácida para sempre no seu manto, no seu cemitério de segredos e desejos escondidos, ora por vergonha ora por indisponibilidade mútua.
Neste momento não quero saber do Mundo, não quero saber de ti nem de ninguém, quero pensar em mim e olhar para mim e tentar perceber onde errei, onde podia ter sido diferente e audaz.
Sempre caminhei com estranhos que agora se viram e partem. Nunca me dei com quem me amasse de verdade, com quem me quisesse de saudade e por amizade.
Olho para trás e vejo um manto de mentiras, um rol de falsidade e de interesses. Nos meus sonhos acredito na palavra, nas pessoas, em ti. Mas na vida real e quando acordo tudo não passa de um sonho que não sonhei, mas em que acreditei, tudo se desmancha e se transforma por entre promessas incumpridas.
Não quero isto para mim, nem tão pouco para ti. Merecemos melhor! Muito melhor! Merecemos o mar, a lua, merecemos o Amor.
A folha caiu e com ela todas as recordações de um passado presente sem o mínimo de esperança.
Mas pergunto:
Onde andas?
Onde estás?
O que fiz?
Os dias que se seguem serão de grande reflexão, acompanhados por uma grande dose de tolerância. Não por ti! Mas por mim…